Consciência Negra

CONSCIÊNCIA NEGRA

FOTOGRÁFICA ARTE

MARIO THOMPSON

O OLHAR DE ATRAVÉS DAS LENTES

Resumo do Projeto Fotografia Arte

Segmento Cultural

Artes Plásticas, visuais e design

Exposição Fotográfica Artística Gratuita em homenagem ao dia da Consciência Negra, realizada na semana do 20 de novembro no Vale do Anhangabaú e permanente no Parque da Consciência Negra na Cidade Tiradentes. O Projeto objetiva expor e despertar o olhar artístico, através da lente do grande fotografo Mario Thompson em painéis fotográficos a diversidade de artistas negros da nossa música em momentos únicos de sua apresentação. Fotos com legendas e inserções de outros artistas dando seu depoimento quando ao trabalho e fazendo-se assim historia, e por Mário Espinosa sua obra que é resultado de pesquisas em comunidades quilombolas que através de suas lentes mostra a beleza e a inspiração de luta e trajetória histórica do nosso Brasil.

Na Exposição Fotografia a obra que se desloca até o público. As peças são expostas em local público no Vale do Anhangabaú com uma réplica idêntica fixa e permanente no Parque da Consciência Negra na Cidade Tiradentes, proporcionando ao público de forma direta e individual.

E por fim, extrapolando ainda mais o conceito de arte junto ao público, além da obra se locomover até o público, a obra convida e instiga o público (através de legenda e comentários de artistas renomados) a participar e viver a experiência da observação pessoalmente, a exercitar a manifestação artística individual.

Objetivos

Proporcionar acesso gratuito à população ao produto cultural artístico fotográfico, indo ao encontro da população de maneira inovadora e principalmente homenagear e comemorar a semana da Consciência Negra e ainda proporcionar a exposição permanente no parque da Consciência Negra, Promover a produção cultural, valorizando os conteúdos apresentados. Estimular o florescimento do olhar artístico criativo individual, priorizando o produto cultural que traduz historia e arte juntos. Formando um acervo cultural fotográfico inigualável. Despertar o interesse cultural através da transferência de conhecimento técnico e artístico.

Justificativa do Projeto

O Instituto Master que tem como princípios a promoção da ética, da paz, da cidadania, dos direitos humanos, da democracia e de outros valores universais agasalhado pelo que se encontra consubstanciado na Constituição Federal de 1988 que, dentre outros, tem como um de seus principais objetivos assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e principalmente a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, bem como, fundamentado na Lei 12.288 de 20 de Julho de 2010 que instituiu o excelso Estatuto da Igualdade Racial, sente-se não apenas compelido, mas especialmente com o dever moral de oferecer à sociedade paulistana a sua indispensável contribuição para, através de realização desta exposição, buscar indicadores epistemológicos¹ que possam, nos moldes pactuado pela Carta Magna, nortear algumas das razões singulares que, supostamente, tem impedido a população negra brasileira, não obstante, passados quase 125 anos da abolição da escravização de africanos e seus descendentes em solo brasileiro, avançar socialmente e, sobretudo que essa população tem crescido demograficamente nos últimos anos, segundo apontam os dados estatísticos do Censo de 2010 do IBGE.

O conceito de democracia definido por renomados estudiosos como Norberto Bobbio, por exemplo, sugerem a democracia como um bem indispensável e fundamental a efetivação da plena cidadania. Esta por seu turno, salvo melhor juízo, deve ser entendida como bem inalienável à dignidade humana.

A cidadania plena, antes de qualquer coisa pressupõe liberdade e, sempre que possível efetiva participação de todos os indivíduos naquilo que diretamente lhes diz respeito. Isto é, cidadania está diretamente vinculada a efetiva igualdade de direitos. A ausência de apenas um desses direitos transforma esses indivíduos em “cidadãos incompletos”.

Currículo

Mário Thompson

MARIO LUIZ THOMPSON DE CARVALHO, paulistano, nascido em 28 de abril de 1945, filho da ilustre IRIS THOMPSON DE CARVALHO, pianista, poetisa, concertista, declamadora, espiritualista, escultora, premiada na primeira bienal, participante com Mario de Andrade, (seu professor) na semana de 22. Tocou com Zequinha de Abreu e gravou um CD produzido por Deo Lopes, com direção musical de Paulo Calazans e lançado pela Camerati em que uns do sócios era Jorge Mello. Tocou com Zequinha de Abreu e gravou um CD com suas canções interpretadas por Gilberto Gil, Moraes Moreira, Luiz Melodia, Almir Sater, Ná Ozzetti e Agnaldo Rayol e Deo Lopes. Foi diretora do grupo escolar Mario de Andrade e dizia “Hoje sob todos pontos de vista, estou cada vez melhor”. Desenhou a arquitetura de sua casa e influenciou seus filhos Clóvis e Flavio a cursarem arquitetura”. Seu pai Mário de Carvalho, oficial maior do tabelionato Veiga, o ensinava fotografar e dizia “quem vai ao longe se prepara em terra”.

Nos palcos, prefere ser quase invisível e nem ouvir o seu clique. Toda a sua energia está voltada para quem está retratando, sem interferir no espetáculo ou incomodar a plateia. A fotografia para ele é uma forma de dizer, sim, demonstrar fé, e se relacionar, contribuindo com que gosta; estando próximo da nossa música, que é o carro chefe da nossa cultura, além de ser a mais expressiva do planeta. A sua casa foi ponto de encontro de artistas. Era frequentada por Alceu Valença, Geraldo Azevedo Luiz Melodia e Almir Sater, entre outros.

Mário registrou para atuais e futuras gerações os integrantes da música popular brasileira de qualidade: Compositores, cantores, instrumentistas, letristas, arranjadores e maestros de todos gêneros ritmos e estilos.

Além dessas, há inúmeras fotos de dança, teatro, blues, jazz, rock, pop e latinos, futebol, movimentos sociais, da contra cultura e da vida alternativa. Fotografou todos os festivais em São Paulo, Rio, Bahia e Minas. Festival de Águas Claras em Icanga e São Lourenço e, fotografou diversos carnavais em São Paulo, Rio e Bahia. Morou 40 dias com John Lennon, em Nova York, onde passou também uns tempos com Hélio Oiticica, conviveu, na mesma casa, com Glauber Rocha, em Roma (onde esteve por três vezes) fez uma exposição de grande sucesso sobre o Brasil, na Piazza Navona, denominada Bem Te Vi Bahia Brasil. Morou em Greenwich Village, em Nova York, Marrakesh (Marrocos), em Paris, em Londres e, na Itália (Veneza, Firenze, Milão, Capri e Roma; tendo estado, também, em diversas cidades espanholas (Madri e a região da Catalunha). Também esteve em Lisboa, Bruxelas (Bélgica), Zurique (Suíça) e na Alemanha (Munique, Berlim e Frankfurt).

Viajou com Gilberto Gil por todo Brasil, na Turnê “Luar” e, foi para Roma, com João Gilberto. Gilberto Gil declarou que Mário é “um amante, e devoto da deusa música”, e o apelidou de “Mário Astral”, Caetano Veloso o chama de “Mário Zen” e Milton Nascimento se refere a ele como “Mário Mágico”.

Em se tratando de Brasil suas fotos são “instantâneos, não do Brasil imediatamente identificável do cartão postal, mas do Brasil lírico, lúdico, singelo, mágico e poético, de faceta menos óbvia e mais surpreendente…” (Carlos Rennó)

Mario editou alguns livros. Um deles, Bem Te Vi MPB, com prefácio de Gilberto Gil e Círculo Peres Siqueira, em 2 volumes, contendo 2.000 fotos, e 1373 integrantes da MPB retratados. Fez mais de uma centena de capas de discos, dezenas de exposições no Brasil e também no exterior, muitíssimas contribuições editoriais, além de dezenas de vídeos e Super 8 já editados e digitalizados. Os temas são: MPB e a Terra e Gente Brasileira. Trinta desses documentários já estão no YouTube. Reside ainda na casa em que nasceu, onde num palco instalado em seu jardim, fez realizar as antológicas “Tertúlias culturais” produzidas junto à sua esposa, Delma Herrero, e que tinham música como carro chefe, mas, em que as outras artes também se faziam presentes. Lá se apresentaram, entre outros, Alceu Valença, Sivuca, Armandinho Macedo, Tom Zé, Virginia Rosa, Fernanda Porto, Belchior, Macalé, Chico César, Iris Thompson de Carvalho, Bocato, André Christovam, Ná Ozzetti, etc…