Haiti Vida e Arte

HAITI VIDA E ARTE

Trata-se o objeto de Evento Cultural a ser realizado com Obras de Artes exclusivas do Haiti. A Exposição “Haiti Vida e Arte”, a Secretaria Municipal de Igualdade Racial de São Paulo alem de homenagear um povo que sempre lutou pela sua liberdade e pela sua dignidade, através de ações culturais vem contribuindo com a difusão da cultura negra africana com aqueles que chegaram ao Brasil como escravos para trabalhar, construindo essa nação que hoje é considerada de todas as raças.

Para construção da personalidade brasileira são inegáveis. Os Haitianos diariamente em busca de trabalho e melhores condições de qualidade de vida tem buscado no Brasil um refugio, eles estão em toda parte. Foi a partir da metade do século 16, os africanos chegaram ao Brasil para trabalhar como escravos. Com eles, vieram os costumes, as religiões, as tradições, uma cultura forte e diferente das que já estavam aqui, vindas dos europeus e dos índios. A união e a mistura de todos esses elementos deram origem à identidade brasileira. Em 1804 o Haiti foi o segundo país das Américas a tornar-se independente, atrás apenas dos Estados Unidos, constituindo-se a primeira nação negra livre da América. Completando-se 41 anos de celebração da libertação de África: é o Dia da África. A data foi instituída pela “Organização da Unidade Africana” (OUA) em 1963, na cidade de Addis-Abeba, capital da Etiópia, país situado a nordeste do continente. O objetivo é comemorar o Dia da Libertação da África. Naquele 25 de Maio, reuniram-se em Adddis-Abeba líderes de 32 países africanos, que assinaram a carta que declara a Libertação da África contra a subordinação imposta pelos europeus. A Partilha ou divisão da África entre os europeus foi definida pela Conferência de Berlim, entre 1884 e 1885, e significou a apropriação pelos europeus das riquezas humanas e naturais do continente.

A Organização das Nações Unidas (ONU) vendo a importância daquele encontro de 1963, instituiu em 1972 o 25 de Maio “Dia da Libertação da África”.

O 25 de Maio tem profundo significado na memória coletiva dos povos do continente africano, pois simboliza a luta por sua independência e emancipação política. A criação do Dia da África configurou-se no maior compromisso político de seus líderes, para acelerar o fim da colonização européia no continente e do regime segregacionista do Apartheid, na República Sul Africana, país situado no extremo sul do continente. O Dia da África é a manifestação do desejo de aproximadamente 800 milhões de africanos de organizar uma África com seus governos, sonhos e desenvolvimento com democracia e progresso, mas respeitando o meio ambiente. Os negros do Brasil e do mundo celebram a oportunidade de avaliar as dificuldades e os progressos do continente berço da humanidade. Nessa amostra a riqueza das expressões artísticas apresentadas nessa mostra oferece aos brasileiros a oportunidade de construir um riquíssimo intercâmbio cultural, entre esses dois países que compartilham, mais além de uma relação marcada pela intervenção humanitária, um histórico de exploração, escravidão e luta de sua população afrodescendente. Os haitianos que encontraram no Brasil o local para refazer suas vidas não devem ser limitadas ao estereótipo de “imigrante”, são pessoas que exercem um direito humano e fundamental de buscar meios dignos de construir o próprio destino, reconhecido na Declaração Universal dos Direitos Humanos, segundo a qual “toda pessoa tem o direito de deixar qualquer país, inclusive o próprio, e a este regressar”. O governo brasileiro deu o primeiro passo ao reconhecer o direito dessas pessoas em integrar-se ao país, cabendo agora à sociedade promover uma integração efetiva dos haitianos através do reconhecimento de sua dignidade e da valorização de seu rico patrimônio cultural e histórico. Na manhã de 10 de janeiro de 2010, um terremoto de magnitude 7 atingiu o Haiti. O tremor, cujo epicentro localizava-se cerca de 25km da capital Porto Príncipe, teve efeitos devastadores. A incerteza sobre alguns dados não os faz menos surpreendentes – as estimativas do número de mortos variam de 200 mil a mais de 300 mil pessoas, enquanto o número de pessoas que ficaram desabrigadas varia desde 895 mil a 1 milhão e meio de pessoas. Além de tais perdas irreparáveis, a infraestrutura do país foi extremamente comprometida, afetando desde construções de importância econômica, administrativa, cultural e histórica a sistemas de comunicação, transporte e redes elétricas, dificultando tanto os resgates e medidas emergenciais quanto a reconstrução a longo prazo. Mais de 5 anos depois, os efeitos do terremoto de 2010 ainda podem ser observados nas ruas e na sociedade haitiana. Tão evidentes quanto os danos materiais causados à estrutura das construções e edifícios, são os danos causados às já frágeis instituições administrativas e democráticas do país, caracterizado pelas sucessivas crises políticas e pela incapacidade de oferecer oportunidades e serviços básicos para grande parte da população. É desse contexto que milhares de haitianos tentam buscar melhores condições de vida e oportunidades de trabalho em outros países, entre os quais o Brasil aparece como um dos destinos preferenciais. Além da proximidade geográfica do Haiti com o norte do país, o Brasil esta a frente da missão de paz das Nações Unidas para a estabilização e restauração do Haiti, e tornou-se uma referência aos haitianos, que passaram a ver aqui um lugar promissor para reconstruir suas vidas em condições dignas. Desde 2010 o fluxo migratório Haiti-Brasil foi crescendo de forma muito expressiva, o que fez que o governo brasileiro criasse em 2012 o Visto Humanitário para poder acolher essa população que não se encaixava em outras categorias de visto, como o de refúgio. Os haitianos que chegam ao Brasil trazem consigo, além da esperança de encontrar oportunidades e construir uma vida digna, sua cultura, sua religião, seu idioma, seus conhecimentos e sua própria visão de mundo. Destarte, para trazer a lembrança de uma cultura de artistas haitianos renomados e consagrados internacionalmente, O Instituto Masther , entidade privada sem fins lucrativos, adquire com sua curadora exclusiva a oportunidade e autorização de exposições âmbito nacional das obras do colecionador Jacques seja ela através de seus detentores e/ou o próprio artista, tem como objetivo realizar uma apresentação cultural, expositiva com reconhecimento internacional com notória especialização, O Projeto objetiva expor e despertar o olhar artístico e a cultura haitiana , através de pinturas, bandeiras e esculturas e convida a participação pessoal da leitura cultural expositiva. Descrição A exposição “HAITI – Vida e Arte” é composta por pinturas, esculturas e metal, bandeiras de vodou. As peças que comporão a mostra serão selecionadas a partir do acervo de arte haitiana Dirce Carrion, e do Dr. Jacques Bartoli – um dos maiores colecionadores daquele país – que cedeu as obras que compuseram a mostra “O Haiti está vivo ainda lá” realizada no Museu Afro- Brasil em julho de 2010. Contexto Histórico do Haiti. Os primeiros africanos a pisar no continente americano eram livres. Participavam eles de um intenso trânsito comercial que havia se estabelecido desde os primórdios da navegação entre a África, o Brasil, e o Caribe, então chamado de Índias Ocidentais, tão rico e importante como as afamadas “Índias Orientais.” Ao contrário do que se pensa, a escravidão foi uma instituição que cresceu através dos séculos 16 e 17 com a consolidação do domínio europeu. Índios e africanos compartilharam assim a primeira experiência comum do “terror.” A partir de 1530, os Portugueses começaram a importar escravos africanos para o Brasil. Até a abolição, mais de 350 anos depois, quiçá 15 milhões de africanos tenham sido erradicados de suas terras e levados acorrentados às Américas, a grande maioria ao Caribe e ao Brasil, mas também à América Hispânica, à América do Norte e à Europa. Um número duas vezes maior de africanos trazidos ao Caribe perderia a vida em alto mar, durante a “passagem média,” viagem transatlântica na qual eram encerrados nos cascos dos navios, cenário de um inferno dantesco. Uma vez desembarcados, não perdiam a primeira oportunidade para escapar às torturas que eram submetidos e se juntar aos índios que os haviam precedido nos territórios ainda não conquistados. Formaram-se assim os quilombos e marrons, símbolos da resistência à opressão e às atrocidades do colonizador europeu. O imperialismo europeu só sobreviveu graças ao racismo excludente e à tentativa de erradicação sistemática da humanidade e racionalidade de uma cultura que o historiador britânico Paul Gilroy batizou como a do “Atlântico Negro”: uma cultura híbrida, diaspórica, e globalizada, não circunscrita às fronteiras étnicas ou nacionais. Por causa da liberdade que foi-lhe negada, esta cultura fez da arte a sua política e sua história, e da música e dança, sua religião. Não é por acaso, portanto, que as bandeiras do vodou haitiano, através dos arabescos de seus veveys, ou o conceito de nação nas diversas religiões afro-brasileiras, marcam não a identificação com um grupo ou lugar específico, mas são signos da unificação de uma cultura que floresceu entre a África e as Américas, e que o europeu tentou fragmentar ou destruir. O que não podia virar palavra, tornou-se gesto, o que não podia criar raízes, tornou-se movimento, a cultura tornou-se espírito, uma espécie de transcultura, e a humanidade implícita das divindades ancestrais africanas ou nascidas na resistência contra os opressores foram antes expressas através de conceitos como o invisível e os mistérios. Mas a resistência deu lugar à rebelião contra a repressão e o jugo. Em 1804, o Haiti torna-se a segunda república livre do continente americano – precedida apenas pelos Estados Unidos – e o primeiro país negro livre do Mundo. “Ousadia” essa que custou sucessivos embargos que lhe foram impostos por um mundo colonialista. Ao reconquistarem o direito a palavra, grandes pensadores, artistas, e autores afrodescendentes fazem da recuperação da memória execrada e da autobiografia um ato de simultânea autocriação e autoemancipação. Sacudido por um terremoto de proporções catastróficas em 2010 o Haiti resiste com a força de sua arte e a coragem do seu povo.

É este processo que a exposição “HAITI – Arte e Cultura” pretende exaltar.

CARACTERÍSTICAS DA MOSTRA Local: a definir. Sugestão Galeria Olido – Centro de São Paulo Previsão de abertura: 25 de maio de 2015

  • Obras a serem expostas: 20 bandeiras de vodou – em dimensões variáveis entre 50×70 e 60×90 cm de alguns dos maiores mestres haitianos: Maxon Scylla, Roland Rockville, Marie Bien Aime, Eveland Lalanne, Yves Telemaque, Antoine Oleyant, Lherison Debreuse, Georges Valris, entre outros.
  •  15 pinturas a óleo variáveis entre 40×60 e 60×80 cm de renomados pintores: Gerald Valcin, Hyppolite, Rigaud Benoit, Wilson Bigaud, Stivenson Margiori, Richè, Frantz Zephirin, Robert Bresil, entre outros 15 esculturas em metal de Gabreil Bien Aimé, Jolimon, Georges Liautaud, Louijuste, Almann